O papel da transição ecológica na educação

O entrelaçar entre educação e ambiente. Imagem de Freepik

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PADRÃO

O papel da transição ecológica na educação

Escrito por Inés Pereira

Sendo a transição ecológica um processo com vista a adoção de boas práticas que procuram impulsionar uma sociedade comprometida com a preservação ambiental e no combate às alterações climáticas, este conceito tem um papel de grande relevância na educação.

Ao longo dos últimos tempos, são várias as medidas que a União Europeia (UE) está a estabelecer para superar os desafios ambientais atuais. O Pacto Ecológico Europeu, a Agenda 2030, o Objetivo 55 são alguns deles e ajudarão a Europa a tornar-se climaticamente neutra, ao impulsionar a economia através de tecnologias verdes, ao criar indústrias e transportes amigos do ambiente e ao reduzir a poluição.

Transformar os desafios climáticos e ambientais em oportunidades tornará a transição justa e inclusiva para todos. E é esse o caminho para a verdadeira transição ecológica.

Mas como é que entra a Educação Ambiental neste contexto?

De acordo com a UNICEF – Fundo das Nações Unidas para as Crianças, a educação sempre foi e continua a ser um agente transformador dentro da nossa sociedade. Ou seja, entende-se que, quando as pessoas têm acesso à informação e à ciência, são capazes de tomar decisões de forma mais clara e informada e conseguem discutir e gerar melhores soluções para os problemas vigentes. 

Nesse sentido, é tempo de reforçar o seu papel enquanto ferramenta essencial em prol de sociedades ambientalmente responsáveis e socialmente justas.

A Educação Ambiental pretende sensibilizarpara a ética e para a cidadania, para que todos tomem consciência da influência dos seus atos sobre o ambiente, aprendendo, assim, a adotar uma postura crítica que considere justiça climática nas ações do quotidiano, tendo presente o impacto das suas ações nas políticas do presente, mas sempre tendo em conta as gerações futuras.

Além disso, a Educação Ambiental incentiva à produção e ao consumo responsável; explica a biodiversidade; ensina sobre a importância da energia e da água; proporciona à população uma maior sensibilidade e consciencialização quanto aos problemas ambientais; promove uma compreensão plena do ambiente como um sistema; aprofunda valores sociais e ecológicos e ajuda a conceber as respostas necessárias para resolver as principais problemáticas ambientais.

Quando se reflete sobre Educação Ambiental automaticamente se pensa na geração mais nova e isso não é de todo eticamente correto, pois esta é uma ferramenta transversal a todos – crianças, jovens e adultos.

Contudo, são os mais pequenos os principais formadores de opinião e são eles que vão tomar as decisões para o futuro.

A Educação Ambiental desperta os mais novos para os problemas ambientais e ajuda a compreender como se pode conservar reservas naturais e a não poluir o ambiente.

O objetivo é claro! Incentivar a conhecer o que implica o conceito de “sustentabilidade” ou sociedades comprometidas com a transição ecológica associado a uma responsabilidade intergeracional e promover a reflexão sobre as causas das alterações climáticas, proteção da biodiversidade e proteção do território e da paisagem.

Assim, é pretendido que os mais novos aprendam a utilizar o conhecimento para interpretar e avaliar a realidade envolvente, para formular e debater argumentos e para sustentar posições e opções.

Capacidades fundamentais para a participação ativa e tomada de decisões fundamentadas, numa sociedade democrática, face aos efeitos das atividades humanas sobre o ambiente.

E é, exatamente, sobre este mote que a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura declarou que a Educação Ambiental deve ser uma componente curricular até 2025. Esta foi uma das conclusões da Conferência Mundial Virtual, em 2021, em que mais de 80 ministros e vice-ministros, bem como 2,8 mil atores envolvidos na educação e no ambiente, comprometeram-se a adotar a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).

Estratégia Nacional de Educação Ambiental: o papel dos agentes da mudança

No entanto, remetendo a anos anteriores, em 2017, foi aprovada a Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA) em Portugal, com o objetivo de estabelecer um compromisso efetivo e consolidado na construção de um paradigma sólido neste domínio.

O propósito é comum: todos participarem de forma colaborativa para a proteção ambiental em todas as dimensões da intervenção do ser humano.

Portanto, e de acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Educação Ambiental assume-se, desde os seus primeiros passos, como uma aprendizagem multidisciplinar ao longo da vida e um processo integrado em todas as formas de educação, incluindo os contextos laboral, económico e de consumo.

Esta articula-se com a democracia, os direitos humanos e a equidade e assume-se como processo inclusivo e participativo.

Desta forma, Portugal dispõe desta estratégia que assume três eixos temáticos: descarbonizar a sociedade; tornar a economia circular e valorizar o território.

Esta intervenção estratégica prevê uma cidadania plena e interveniente, capacitando crianças e jovens, mas também os agentes económicos e decisores para os novos desafios ambientais.

Para a implementação, a ENEA estabelece 16 medidas enquadradas por três objetivos estratégicos: a Educação Ambiental + Transversal; a Educação Ambiental + Aberta e Educação Ambiental + Participada.

É tempo de envolver cada vez mais a Europa em matérias de Educação e Ambiente promovendo e estabelecendo mais dinâmicas, sejam elas escolares ou empresariais, para que seja possível uma verdadeira transição ambientalmente responsável e socialmente justa.

Documentos de apoio:

Links:

Actividades complementares

ENEA. Estratégia Nacional de Educação Ambiental.
The European Green Deal. A commitment to future generations
European Pillar of Social Rights. Building a fairer and more inclusive European Union

FACIL

O papel da transição ecológica na educação

Escrito por Inés Pereira

Sendo a transição ecológica um processo com vista a adoção de boas práticas que procuram impulsionar uma sociedade comprometida com a preservação ambiental e no combate às alterações climáticas, este conceito tem um papel de grande relevância na educação.

Ao longo dos últimos tempos, são várias as medidas que a União Europeia (UE) está a estabelecer para combater os desafios ambientais atuais. O Pacto Ecológico Europeu, a Agenda 2030, o Objetivo 55 são algumas delas e ajudarão a Europa a estimular a economia através de tecnologias verdes, a criar indústrias e transportes amigos do ambiente e a reduzir a poluição.

Transformar os desafios climáticos e ambientais em oportunidades tornará a transição justa e inclusiva para todos. E é esse o caminho para a verdadeira transição ecológica.

Mas como é que entra a Educação Ambiental neste contexto?

De acordo com a UNICEF – Fundo das Nações Unidas para as Crianças, a educação sempre foi e continua a ser um agente de transformação dentro da nossa sociedade. Ou seja, quando as pessoas têm acesso à informação e à ciência, são capazes de tomar decisões de forma mais clara e informada e conseguem discutir e gerar melhores soluções para os problemas atuais.

Nesse sentido, é tempo de reforçar o seu papel enquanto ferramenta essencial para sociedades ambientalmente responsáveis e socialmente justas.

Quando se reflete sobre Educação Ambiental automaticamente se pensa na geração mais nova e isso não é de todo eticamente correto, pois esta é uma ferramenta transversal a todos – crianças, jovens e adultos.

Contudo, são os mais pequenos os principais formadores de opinião e são eles que vão tomar as decisões para o futuro.

A Educação Ambiental desperta os mais novos para os problemas ambientais e ajuda a compreender como se pode, por exemplo, não poluir o ambiente.

O objetivo é claro! Incentivar a conhecer o que implica o conceito de sustentabilidade associado a uma responsabilidade entre gerações e promover a reflexão sobre as causas das alterações climáticas, proteção da biodiversidade e proteção do território e da paisagem.

Assim, é pretendido que os mais novos aprendam a utilizar o conhecimento para interpretar e avaliar a realidade envolvente, para formular e debater argumentos e para sustentar posições e opções.

E é, exatamente, sobre este mote que a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura declarou que a Educação Ambiental deve ser uma componente curricular até 2025. Esta foi uma das conclusões da Conferência Mundial Virtual, em 2021, em que mais de 80 ministros e vice-ministros, bem como 2,8 mil atores envolvidos na educação e no ambiente, comprometeram-se a adotar a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).

Estratégia Nacional de Educação Ambiental: o papel dos agentes da mudança

Em 2017, foi aprovada a Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA) em Portugal, com o objetivo de estabelecer um compromisso neste domínio.

O propósito? Todos participarem de forma colaborativa para a proteção ambiental em todas as dimensões da intervenção do ser humano.

Desta forma, Portugal dispõe desta estratégia que assume três eixos temáticos: descarbonizar a sociedade; tornar a economia circular e valorizar o território.

Esta intervenção estratégica prevê uma cidadania plena e interveniente, capacitando crianças e jovens, mas também os agentes económicos e decisores para os novos desafios ambientais.

Para a implementação, a ENEA estabelece 16 medidas enquadradas por três objetivos estratégicos: a Educação Ambiental + Transversal; a Educação Ambiental + Aberta e Educação Ambiental + Participada.

É tempo de envolver cada vez mais a Europa em matérias de Educação e Ambiente promovendo e estabelecendo mais dinâmicas, sejam elas escolares ou empresariais, para que seja possível uma verdadeira transição ambientalmente responsável e socialmente justa.

 

ENEA. Estratégia Nacional de Educação Ambiental.
The European Green Deal. A commitment to future generations
European Pillar of Social Rights. Building a fairer and more inclusive European Union

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A transição ecológica é um processo com vista a impulsionar sociedades comprometidas com a preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas. A União Europeia está a trabalhar neste sentido?
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